Amenkharis – To Die For Myself (2010)

•12/03/2010 • 2 Comentários

(Independente)

O segundo registro dos potiguares da Amenkharis deu um salto em relação ao anterior. A banda mudou toda a formação, restando da formação original apenas o idealizador, Geffson Freire (vocal limpo/guitarra base), que recrutou para a banda Max Mello (baixo), Jaime Ortiz (guitarra solo/backing vocal) e Kleo Tony (bateria).
O efeito da mudança é perceptível e animador. Geffson divide os vocais com Jaime, que faz algumas passagens limpas e outras com guturais vigorosos.

Este cd começa com uma intro bem interessante de pouco mais de um minuto e na sequência já inicia a faixa “Why”, mostrando o entrosamento e amadurecimento da banda, que nesse cd soa mais agressiva e objetiva. A terceira música é uma versão remake (infinitamente melhor) de “Cover My Eyes”, lançada originalmente na demo “Uno Cerne”, mas aqui notamos a influência de Dark Tranquillity nos guturais de Jaime.

A próxima faixa é pesada e lenta, típico doom metal. Alternando entre vocais limpos com as citações de Geffson e os berros de Jaime. Bateria quebrada e riffs muito bons, o trabalho solo de guitarra também merece destaque.

“Amandote en Silencio” é a quinta faixa desse disco, composta e cantada em espanhol, língua pátria de Jaime Ortiz. Pela temática, esta pode ser considerada a balada do álbum, mas se você espera uma música levinha, vá escutar as baladas do Skid Row, porque esta é mais uma música pesada deste primoroso álbum!

Na sexta faixa, “My Black Lake”, mostra a coesão de todos os instrumentos, lembrando, de passagem, Tiamat. A última faixa é “Goodbye My Love”, que junto com “Cover My Eyes” e “Amandote en Silencio” são os destaques do álbum.

De presente temos “Amandote en Silencio” versão acústica como bonus track, contando com a participação da cantora potiguar de música popular Graciele de Lima. Nesta versão temos dois violões flertando entre si, por vezes lembrando música espanhola. Muito interessante!

Dessa vez a Amenkharis emplacou com a gravação. Totalmente independente, bem gravado e feito com capricho. Estão todos de parabéns, espero que boas oportunidades apareçam para vocês. Vida longa à Amenkharis!

Faixas:

01. Intro – Learning to Die
02. Why?
03. Cover My Eyes
04. The Cup and the Trigger
05. Amandote en Silencio
06. My Black Lake
07. Goodbye My Love
08. Amandote en Silencio (acoustic)

Nota: 9,0

MySpace: www.myspace.com/amenkharis

- Maitê Lima

Amenkharis – Uno Cerne (2006)

•11/03/2010 • Deixe um comentário

(Independente)

A Amenkharis surgiu em 2002 na cidade de Mossoró/RN com a proposta de fazer Gothic/Doom metal, e é o que encontramos nesta primeira demo, que contava na formação com Geffson Freire (vocal/guitarra base), Helli Herrera (guitarra solo) e Val Fonseca (bateria).

A demo começa com uma intro chamada “Cerne”, com sons de batalhas, cavalaria, espadas, etc. Em seguida tem “Cold Bed”, onde a gente pode perceber as influências de Paradise Lost, guitarras bem executadas e a bateria tocada com gana. Porém o vocal deixa um pouco a desejar, soa confuso, enrolado, como se tivesse dessincronizado com o instrumental, especialmente no refrão.

A terceira faixa é “Cover My Eyes”, na minha opinião a melhor desse álbum. Começa lenta mas logo toma forma, com riffs grudentos e refrão fácil. Em “Silence of Dawn” os vocais de Geffson lembram um pouco o modo Robert Smith de cantar. Por último temos uma faixa doom, “Blind Again” que traz guitarras arrastadas, densas, bateria cadenciada. Mas acabamos voltando ao problema de entendimento da letra.

A proposta da banda certamente é boa, as músicas são bem executadas, só que a pronúncia de algumas palavras não estão boas. Mas nada que um pouco de atenção e esforço não resolvam. A capa também não tem muito esmero, mas a gravação é de qualidade. Mais atenção nestes pontos e certamente crescerão!

Faixas:

01. Cerne (Intro)
02. Cold Bed
03. Cover My Eyes
04. Silence of Dawn
05. Blind Again

Nota: 6,5

MySpace: www.myspace.com/amenkharis

- Maitê Lima

Death n Roll – Death n Roll (2010)

•11/03/2010 • 3 Comentários

(Independente)

Jaguariúna é uma cidade que só é lembrada por causa dos Rodeios, Sertanejo e outras caipirices. Pois bem, como peixe em época de piracema, o Death n Roll vem nadando contra a correnteza desde 2008, para desovar agora em nossas mãos o primeiro registro, um EP homônimo contendo três faixas um tanto instigantes!

O Death n Roll foi a junção dos membros remanescentes do Weltkrieg, ex-banda de black metal de Daniel “Death”, onde também tocava Murilo Bascheira (guitarra), e a outra ex-banda de heavy metal de Murilo, Atlantis, que também contava com Anderson Barros (baixo) e Paulo Falavigna (bateria). Ficou confuso? Então, o Daniel se juntou aos caras do Atlantis, convidaram Vaner Versori para a segunda guitarra e resolveram tocar um rock ‘n’ roll infernal!

Com influências claras de bandas como Motörhead e Chrome Division, o EP abre com “Reborn From Rock n Roll”, com um puta solo de guitarra! A temática varia entre bebidas, mulheres, rocknroll e batalhas. Alguma coisa como Manowar, mas com som de Motörhead e os vocais urrados de Daniel.

A seguinte é “Hard Rock (Fisting Fuck)”, onde Daniel alterna entre o vocal limpo e agressivo, chegando a ficar difícil de acreditar que é a mesma pessoa fazendo os dois vocais! Destaque para os solos de guitarra! Essa faixa deve funcionar bem ao vivo!

Encerrando (que pena!) este cd temos “Time To Metalize The World”, faixa pra bater cabeça!

A produção deste material ficou por conta de Paulão (Executer) e Fábio (Sangrena). Arte gráfica simples, mas bem feita! Gostaria de parabenizar o Death n Roll e dizer que continuem assim! Vocês começaram chutando bundas com este EP!

Faixas:

01. Reborn From Rock n Roll
02. Hard Rock (Fisting Fuck)
03. Time To Metalize The World

Nota: 9,0

MySpace: www.myspace.com/deathnrollband

- Maitê Lima

Strangeways – Farewell (2003)

•26/02/2010 • 2 Comentários

(Independente)

O segundo cd dos paulistanos do Strangeways intitulado “Farewell”, é um pouco diferente da linha que segue o primeiro, “Dry Season”. A Formação da banda continua a mesma do primeiro disco, com Ricardo Vergueiro (v/g), Tatá Pellegrini (g/bk.v) e Bio Fonseca (b) e neste álbum temos 12 composições, algumas faixas com pegada eletrônica, mas sempre com peso e sentimento. Gravado em São Paulo e produzido por Marcos Antunes, este cd é mais polido que o anterior. A arte gráfica (por Marcelo Calenda) também merece ser comentada. Encarte bonito, com todas as letras!

O álbum inicia com Reflected Bodies, cheia de peso e distorção e pitadas de elementos eletrônicos. “K.N.M” é mais rock, com riffs que ficam na cabeça depois! A terceira faixa do álbum, “Leave Me For God” é uma balada cheia de feeling, lembra The Cure, tem um excelente solo de guitarra no fim da faixa e é uma das melhores do álbum, disputando com “Let It Bleed”.

Lifeless é mais uma que remete aos anos 80. Em 2005 “Deep Scarsacabou ganhando um videoclipe produzido por Alice Vergueiro, quem também convidou a banda para fazer a trilha sonora do making of do documentário “Cama de Gato”, transmitido pelo Canal Brasil.

A sétima faixa, “Another World” traz um vocal mais sujo, riffs que flertam com o hard rock e o baixo bem presente, enquantoCrossed Ways” é mais arrastada e melancólica. No fim desse disco ainda tem uma versão remix de “Never”, que poderia/deveria estar tocando nas baladas por aí…

Se você gosta do rock inglês oitentista, deveria dedicar uns minutos da sua atenção ao Strangeways, que é nosso e não fica devendo em nada às bandas inglesas. Vale a pena! No TramaVirtual da banda é possível ouvir/baixar nove faixas de cada álbum. Do it!

Faixas:

1. Reflected Bodies
2. K.N.M.
3. Leave Me For Good
4. Lifeless
5. Never
6. Deep Scars
7. Another World
8. Let It Bleed
9. Crossed Ways
10. Ritual
11. M.H.
12. Black Water
13. Never (Out Of Range Remix)

Nota: 9,0

Site Oficial: Strangeways

TramaVirtual: Strangeways

- Maitê Lima

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[02:33:57] Santiago says:

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Infektus – Devastation (2005)

•24/02/2010 • 1 Comentário

(Independente)

Proveniente de Timbó/SC, a Infektus foi formada em 2003 por Boris Girardi (baixo/vocal), Nelson Floriani (guitarra), Fabrício Duwe (guitarra) e o baterista Fábio, que deixou a banda logo após a gravação da demo “Devastation”.

Tendo como influência Deicide, Morbid Angel, entre outras, essa demo traz uma intro e quatro faixas recheadas de ódio e peso. Apesar de pouco tempo de formação, esse cd mostrou bastante maturidade e entrosamento da banda. “Burn the Church” é forte e com muitas quebradas, característica do death metal, traz título e letra que declara o repúdio por religiões.

“Possessed by Hate” é a seguinte, hora agressiva, hora cadenciada. “Book of Fiction” é minha preferida e imagino que ao vivo seja uma daquelas de perder a cabeça bangeando! A última faixa é a faixa que dá nome ao álbum, “Devastation” tem uma pegada thrash nos riffs e é igualmente empolgante. Uma pena que esta demo tenha apenas cinco faixas, então prepare o repeat!

A produção deste material está OK, arte gráfica simples, mas de boa qualidade. Estão de parabéns. Depois de cinco anos, espero que os catarinenses da Infektus estejam planejando um full lenght para um futuro próximo. A cena underground agradece.

Faixas:

1. Intro
2. Burn the Church
3. Possessed by Hate
4. Book of Fiction
5. Devastation

Nota: 9,0

MySpace: http://www.myspace.com/infektus

- Maitê Lima

Shadowside – Theatre of Shadows (2005)

•24/02/2010 • Deixe um comentário

(Seven/Universal Music)

Eu me lembro da primeira vez que peguei esse cd. Abri o encarte, olhei as fotos, pensei que seria de gothic metal (por ter uma mulher como vocalista) ou então de hard rock, pelas roupas, pose etc… Então, vamos à audição. PORRADA na orelha!! A voz potente de Dani Nolden torna as músicas bastante empolgantes, uma vez que heavy metal tradicional anda carente de inovação.

A Shadowside foi formada em Santos/SP em 2001, quando Dani Nolden (vocal/teclado) e Bill Shadow (guitarra) deixaram a antiga banda de metal melódico Cristal Mirror e decidiram se juntar para um novo projeto. Entre  outros membros que passaram pela banda, este álbum conta com Ricky Slater (guitarra), Lucas de Santis (baixo) e Fábio Buitvidas (bateria).

“Theatre of Shadows” traz uma intro e onze faixas muito intuitivas, caucadas na revalorização do heavy metal tradicional. Excelente material para quem é fã de bandas como Helloween e Shaaman. Gravado em São Paulo, mixado por Santiago Ferraz (Paul McCartney, Silverchair) e masterizado na Dinamarca por Tommy Hansen (Helloween, Jorn Lande, TNT), esse debut fez a Shadowside começar já chutando bundas.

Este cd é bom inteiro, é difícil escolher apenas uma ou duas como destaque, mas vamos tentar mesmo assim. “Illusions”, pelos riffs rápidos e a voz furiosa de Dani Nolden (por vezes você se pergunta se é mesmo uma mulher cantando), “Queen of the Sky”, que é a baladinha do álbum, “Believe in Yourself”, pela bateria do começo, os riffs vigorosos e a mensagem positiva e “Red Storm”, talvez a que tenha mais peso de todo o cd. A versão japonesa deste cd tem uma faixa bônus cantada em japonês (!) e a versão americana tem “Rainbow in the Dark” (Dio) como bonus track.

Se você é fã de heavy metal, PRECISA ter esse cd na sua estante.

Faixas:

1. Enter the Shadowside
2. Vampire Hunter
3. Highlight
4. We Want a Miracle
5. Illusions
6. Queen of the Sky
7. Believe in Yourself
8. Tonight
9. Kingdom of Life
10. Red Storm
11. Act 1 – Shadow Dance
12. Act 2 – Here to Stay

Nota: 9,0

Site Oficial: Shadowside

- Maitê Lima

Comando Etílico – Metal e Prazer (2007)

•11/02/2010 • 2 Comentários

(Independente)

Com sete anos de existência, o Comando Etílico foi formado em Natal pelos irmãos Lucas Praxedes (guitarra) e David Praxedes (baixo), que em seguida anexaram Hervall Padilha (vocal) e Kléber Barbosa (bateria) à banda, formando um super quarteto.

Neste EP de lançamento temos cinco faixas que trazem à tona o bom e velho metal tradicional cantado em português. Isso mesmo, à moda antiga como o Salário Mínimo, Azul Limão, Harppia… Ser velho, neste caso, é algo novo! Um álbum totalmente extasiante, onde tudo o que eles querem é diversão.

O disco começa com a faixa “Ritual”, com riffs bem cadenciados mesclados com os agudos de Hervall, e um solo desembaraçado de Lucas. Seguida por “Comando Etílico”, igualmente empolgante com tema bastante etílico (!). A próxima é “Rebelião”, que como as duas anteriores tem o refrão marcante pelos gritos e backings, que certamente ficarão na sua cabeça depois!!

Este álbum é bom por inteiro, mas minhas faixas preferidas e que considero destaque são as duas últimas:  “Estação Antiga” e “Metal e Prazer”. Se uma conta as aventuras de um headbanger natalense, a faixa título traz a santíssima trindade: sexo, álcool e metal.

É muito bom se deparar com bandas e gravações de qualidade como esta. O Comando Etílico já abriu show de bandas como o Headhunter DC, Malefactor, Dominus Praelli, entre outras e é merecedor do reconhecimento que tem. Atualmente estão prensando novo CD, esperemos ansiosos por mais dez doses destiladas de puro metal!!

Faixas:

1. Ritual
2. Comando Etílico
3. Rebelião
4. Estação Antiga
5. Metal e Prazer

Nota: 9,0

MySpace: www.myspace.com/comandoetilico

- Maitê Lima

Começa a Masters of Hate Tour!

•26/01/2010 • Deixe um comentário
Antes do show / Before the concert!

Predator, Paul Speckmann e After Death antes do show

O ano de 2010 já começou muito bem para os fãs de metal do Vale do Paraíba, interior de São Paulo. No dia 14 de janeiro, São José dos Campos foi invadida pela onda death metal da turnê Masters of Hate, que trouxe ao Brasil as bandas Master, dos Estados Unidos, e os jovens ingleses do After Death, além dos brasileiros da Predator, de Caxias do Sul.

A tour, organizada pela gravadora Death Toll Records, teve a participação da banda joseense MorFolk, que abriu o show com muita porradaria, agito e headbangs no Hocus Pocus, casa de shows de metal da região. Com um setlist reduzido, a banda mostrou a que veio e aproveitou todo o seu tempo com músicas brutais que fizeram um excelente aquecimento para oresto do show, abusando de solos de guitarra e baterias destruidoras.  O único problema foi o som que, se estivesse melhor equalizado, poderia ter mostrado muito melhor o trabalho da banda.

MorFolk

Logo em seguida sobem ao palco os rapazes do After Death. Como todos são muito jovens, o público não confiava muito na capacidade deles até os primeiros acordes soarem. Sejamos realistas: os caras surpreenderam a todos, tanto musicalmente quanto com sua performance de palco! Com um som limpo, pegadas fortes de guitarra e baixo, ritmo bem marcado pela base de Leon Villalba e uma bateria bem colocada, a banda dividiu bem os vocais entre os screams do vocal principal, Ken Do, e as entradas vocais do baterista Barry O’Connor, elementos que davam ao som da banda a característica que os fez serem rotulados “deathcore”. As músicas que mais levantaram o público foram Beyond Suffering e Spawned, cheias de screams muito bem executados por Ken Do. Destaque merecido para o guitarrista solo, Marc Yacas, que destruiu a guitarra, e para o baixista Tim Kennelly, que tocou muito e animou a galera bangueando o show inteiro.

After Death

Cinco minutos depois, foi a vez dos gaúchos da Predator assumirem o comando do Hocus Pocus, mostrando que o Brasil tem, sim, bandas de death metal de qualidade! Variando o setlist entre seus álbuns Homo Infimus (2007) e Earthquake (2009), o guitarrista Jenner Milani e o baixista Luciano Holfmann comandaram várias “rodas punk” com direito a reunir os integrantes das outras bandas à platéia. Os caras detonaram especialmente nas faixas Hate In Your Heart, Homo Infimus e o cover do Sepultura, Troops of Doom, muito bem executado por sinal. Apesar de problemas técnicos no meio do show, os gaúchos foram muito aplaudidos, inclusive com parte do público gritando “Predator” durante o show do Master! Destaque para o detonador de baterias, Roberto Cecatto, que mandou benzão e impressionou muitos dos presentes em todas as músicas!

Predator

Por fim, a banda mais esperada da noite sobe ao palco de São José dos Campos: o trio meio americano e meio tcheco Master! Liderado por Paul Speckmann, um “tiozão” de 46 anos que cultiva uma barba enorme, o grupo levantou a platéia de verdade. Não sobrou uma pessoa sequer parada na pista graças ao carisma de Speckmann, que conversava muito com o público entre uma música e outra. Não tem como destacar uma música em especial, todas foram extremamente competentes em matéria de qualidade e poder! A bateria e a guitarra também foram incríveis, passando como um rolo compressor pela cidade e deixando todos os fãs de metal presentes esgotados de tanto bater cabeça. Ao fim do show, todos saíram felizes com a bela celebração ao death metal que a Death Toll Records proporcionou.

Master

Infelizmente, os recentes acontecimentos nos deixaram tristes e comovidas. Exatamente uma semana após o show em São José dos Campos, dois membros da banda After Death vieram a falecer devido a afogamentos em uma praia de Aracaju, no Sergipe: Timothy Kennelly (18), baixista, e Leon Villalbas (21), guitarrista. Eu, pessoalmente, conversei com os membros da banda e devo dizer que foi uma grande perda para o death metal, pois ambos eram extremamente talentosos e amigáveis, pessoas muito serenas e que quebravam tudo em cima do palco apesar do pouco tempo de estrada. Aqui ficam as nossas condolências às famílias dos dois jovens, aos membros da banda e à gravadora Death Toll Records.

Tim Kennelly e Leon Villalbas, baixista e guitarrista do After Death

Agradecimentos à organização, Roberto Ceccato e todos que compartilharam desta noite.

- Fernanda Barone

Corpo de músico do After Death é encontrado em Aracaju

•23/01/2010 • Deixe um comentário

Timothy Kenelly foi localizado a 8km do local do afogamento; família dos músicos vêm ao Brasil.

O corpo de Timothy Kenelly, baixista da banda After Death, foi encontrado na tarde desta sexta, 22, em Aracaju. Ele estava desaparecido desde quinta, quando se afogou junto com o guitarrista Leon Villalba no mar da cidade. O Corpo de Bombeiros informou que o corpo do músico estava na praia de Aruana, a 8km do local do acidente. Os corpos de Kenelly e Villalba estão no IML de Aracaju.

O After Death está no Brasil para uma série do apresentações dentro da turnê “Master of Hate Brazilian Tour 2010”, ao lado dos grupos Master (dos Estados Unidos) e Predator (Brasil). A Metal Media, produtora dos shows, comunicou que a turnê vai continuar, mas sem a presença do After Death. “Estamos todos enlutados e ainda chocados com tudo o que aconteceu, mas temos certezas que eles gostariam que os shows fossem realizados. Façamos isso em homenagem a eles!”, disse a banda, em nota.

Os outros três músicos do After Death continuam em Sergipe e embarcam para São Paulo no sábado. De lá, eles vão pegar um vôo de volta a Londres. A produtora ainda afirmou que o pai de um dos músicos está vindo ao Brasil para tratar do translado dos corpos, que serão sepultados na Inglaterra.

After Death

A banda é formada por cinco garotos de Londres e toca death metal, uma vertente do metal. Desde o dia 14 janeiro, eles estão fazendo shows no Brasil.

O After Death já havia se apresentado no interior de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. Nesta sexta, 22, aconteceria o show em Aracaju. A turnê incluiria mais 18 shows por todo o Brasil, terminando com uma apresentação em São Paulo no dia 20 de fevereiro.

Fonte: Abril.com

Músico da After Death morre e outro está desaparecido em praia do Sergipe

•21/01/2010 • Deixe um comentário

Pelo menos um membro da banda de rock inglesa After Death morreu afogado ontem em uma praia de Aracaju (SE). Outro integrante ainda está desaparecido, mas o Corpo de Bombeiros descarta encontrá-lo com vida. As buscas pelo corpo serão retomadas amanhã.

O guitarrista Leon Villalba, 21, que já teve o corpo identificado, e o baixista Timothy Kennelly, 18, estavam na praia com os outros três integrantes da banda na hora do acidente.

Segundo a central de Segurança Pública de Sergipe, os dois músicos que se afogaram estavam em um ponto perigoso da praia de Atalaia, a principal de Aracaju. Os bombeiros afirmaram acreditar que o desconhecimento dos trechos de profundidade do mar tenha levado ao afogamento.

Proveniente de Londres, a After Death estava no Brasil para a turnê ”Master of Hate”. A previsão era tocar em Aracaju amanhã. Em seguida, o grupo se apresentaria em Maceió (AL). O último show do giro pelo Brasil estava em previsto para 20 de fevereiro, em São Paulo.

O grupo toca death metal, vertente mais pesada do heavy metal, um dos gêneros do rock.

Em maio do ano passado, lançou o disco “Eulogy”. Na página da banda da internet, um texto informa que o baixista desaparecido entrou recentemente para o grupo.

Fonte: Folha Online

É com profundo pesar que informamos isto. Nas duas últimas semanas trocamos alguns emails, cobrimos o primeiro show da turnê, que aconteceu dia 14/01 em São José dos Campos, e faríamos uma entrevista no show do dia 20/02 em São Paulo. Todos eles estavam muito felizes por estarem aqui no Brasil pela primeira vez e, principalmente, ao lado dos veteranos do Master (USA) e do Predator (BRA). A gravadora Death Toll Records anunciou que a turnê deve continuar com o Master e o Predator. Gostaríamos de deixar os nossos sentimentos e força aos demais integrantes do After Death e lamentamos tamanho infortúnio.

Atenciosamente,

Maitê Lima e equipe Let’s Talk

 
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